OS RISCOS DA CARGA ENTRELAÇADA

No Transporte Florestal é frequente encontrarmos cargas entrelaçadas, como destacado em amarelo nas ilustrações acima. Os pacotes de toras eventualmente não ficam bem regulares, com uma ou outra tora mais longa ou deslocada, e acaba ficando próximo do pacote vizinho. Observando novamente as ilustrações acima, você encontra alguma diferença no risco entre os conjuntos 1 e 2, pelo fato das cargas estarem entrelaçadas? Sim. A diferença é enorme. Se não percebeu, observe mais atentamente!
No 1º conjunto: o entrelaçamento das cargas não afeta a dirigibilidade do conjunto.
No 2º conjunto (CVC): o entrelaçamento impõe elevado risco e pode causar um acidente sério.
Nas manobras, as toras podem interferir uma com as outras. Se forem finas podem quebrar e cair na rodovia. Se foram grossas podem até tombar uma das unidades.
Observe na foto abaixo as cargas entrelaçadas em um bitrem florestal
Conjuntos articulados (“romeu e julieta”, bitrem, rodotrem e tritrem) devem manter o espaço entre as unidades totalmente livres, para não ocorrer interferências nas manobras.
Cuidado, nem tudo que parece igual, é igual.

Mais informações: www.trs.eng.br
contato@trs.eng.br
Eng. Rubem Penteado de Melo